terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Vitimização

 Hoje eu resolvi fazer uma retrospectiva do ano de 2015 e consequentemente lembrei de alguns amigos que eu fiz esse ano, se é que posso chamar todos de amigos. É triste porque lembrei de algo muito incomodativo, não só para mim mas para alguns outros que também podem se identificar.  Já parou para pensar em quantas coisas idiotas tu já riu? Sim, uma piada homofóbica, uma piada racista, uma piada que inferioriza mulher... Pois estou escrevendo para dizer que basta! Chega. Não é bonito inferiorizar os outros. Tua piada pode até ser engraçado aos ouvidos de alguns, mas não para quem tem inteligência e vontade de se informar mais. Chega de reproduzir sentimentos ruins, de reproduzir atitudes negativas, mesmo que tu não seja autor de tal piada, o fato de tu rir dela já te faz cúmplice. 
 E não me venha falar que hoje em dia as pessoas se vitimizam porque isso é papo furado. Não se faz de vítima quando na verdade tu é sim uma vítima. Alguém solta um comentário homofóbico "gays são a escória da sociedade", um comentário racista "não deixa ele entrar porque ele é negro", ou uma piada inferiorizando a mulher "mulher no volante, perigo constante", e se tu se encaixa como sujeito de qualquer uma dessas frases, tu é obrigado a rir? Ah sim, claro, tu é obrigado a rir e aceitar numa boa, caso contrário tu está se fazendo de vítima porque com certeza ouvir isso todo dia aumenta muito sua auto-estima. CHEEEEGA! Bate o pé, não reproduza esse tipo de conteúdo rindo, faça a pessoa se ligar que isso é ofensivo e preconceituoso! Cada um tem seu direito de expor o que sente, desde que isso não prejudique o próximo! E mesmo que isso não machuque fisicamente, machuca muito os sentimentos e eu cansei de ficar sempre passiva vendo outros (ou até eu mesma) sofrendo com esse tipo de comentário idiota. 

domingo, 20 de dezembro de 2015

Crueldade.

Crueldade esse friozinho bom para caramba e a única coisa que dorme comigo é o Guyton. Que enroscar minha perna em alguma coisa viva :(

Que atirada eu estou. Consequência de estudar tanto fisiologia renal e o único contato social  ser no facebook/whattsapp/skype com os amigos. E eles ainda me xingam porque não estou indo nas festas com eles, mimimi, mas na verdade para que ir em festas se tu podes andar de carro em altas velocidades? xD  Sim, meu, eu adoro essa adrenalina correndo no sangue de um jeito que eu pensei que nunca ia gostar, aos poucos estou me descobrindo mais e mais. Eu vou morrer de câncer ou vou morrer em algum acidente de carro e dane-se, vou fazer o que eu gosto (e agora eu desejo tirar minha carteira de motorista para que eu possa pegar no volante).
 É incrível quanta coisa a gente deixa passar. Esse domingo eu acordei nostálgica. Lembrando da minha infância, de quantas coisas boas eu deixei passar. 

 Eu fazia ballet. Eu gostava de duas vezes na semana, encontrar algumas amigas e minha professora tão dedicada, que sempre me ensinava a fazer os passos por mais difíceis que fossem. Talvez se eu nunca tivesse saído de onde morei, ainda frequentaria ballet e estaria me apresentando por aí, teria sido útil em alguma coisa, talvez me tornado a melhor. 
 Eu poderia ter aceitado mais convites, saído mais, ter conhecido os lugares que sempre quis conhecer. Poderia ter feito mais amigos! Eu poderia ter viajado todo ano em companhia de pessoas que iam me fazer rir. Eu seria tão feliz que não me preocuparia tanto com minha aparência, com esse meu eu. Eu teria pessoas que eu gostaria de fazer feliz, e pessoas que gostariam de me fazer feliz, essa reciprocidade me faria melhor.
 Eu teria tido mais conquistas, eu seria mais confiante, eu caminharia em frente sem medo do escuro, sem medo das pessoas que tentam estragar minha vida. Eu teria motivos para levantar minha cabeça. 
 Se eu nunca tivesse vindo para cá, eu teria uma vida totalmente diferente. Talvez eu fosse bem mais feliz, fazendo tudo o que gosto. Eu seria mais dedicada e teria entrado mais cedo na faculdade que eu gosto. 

 Eu estou arrependida da minha vida. Nada do que eu fiz valeu a pena. Eu queria estar no ballet, eu queria estar terminando a faculdade, eu queria ter viajado e saído nos finais de semana para campos abertos. Esse sentimento dá e passa, mas quando persiste, me faz ter vergonha de mim mesma. Uma vontade insana de deixar passar isso, abandonar e tentar de novo. Nascer de novo em outra vida. Eu não me conheço o suficiente para saber do que sou capaz, mas se caso, algum dia, eu resolver me matar, não quero que vocês se sintam culpado. Querendo ou não, doa a quem doer, eu sempre penso em mim em primeiro lugar, e sempre foi assim. Eu sempre tento me consertar, dia e noite pensando em uma forma de melhorar a minha vida, apenas a minha. 

Minhas novas amizades :)

Bem, eu tenho três amigos novos que eu adorei conhecê-los (nos campos da justiça porque só assim né, AHSUAHSUA). É o Doug, a namorada dele, Fiama, o Teteus. O Doug e a Fiama são lindos, ele joga com o nick dela e ela joga com o nick dele, adoro eles!  Teteus eu conhecia ele faz tempão, desde quando comecei a ir nos eventos de anime, ele é amigo do Edu, mas só começamos a nos falar mais depois que começamos a jogar juntos porque a gente brilha tanto no bot que o se a equipe inimigo não tiver óculos escuros, nosso brilha deixa eles cegos (SIM). Depois tem o Daniel, Leo, que são meus amigos mais sérios e que produzem os melhores eventos do RS \o/ Tem também meus novos amigos da Biomed, a Karol, o Afonso, vou considerar o Eduardo porque a gente fala tanta coisa que não presta, que ó.